John Templeton. “Provavelmente o maior selecionador mundial de ações do século” Revista Money Magazine.

Sir John Marks Templeton nasceu na cidade de Winchester, Tennessee, em 1912 e faleceu em 2008, antes de completar 96 anos. 

Frequentou a Universidade de Yale, em New Haven, Connecticut, se sustentando durante a Grande Depressão, trabalhando na própria Universidade e já operando no mercado de ações. Pagou parte de seus estudos jogando pôquer. Se formou em 1934 como um dos melhores de sua turma e como presidente da Fraternidade Phi Beta Kappa. Em seguida ganhou uma bolsa de estudos na Universidade de Oxford, na Inglaterra, onde conquistou o diploma em direito, em 1936.

Na década de 1930, ainda enquanto estudava, Templeton comprou 100 ações de cada empresa listada na NYSE (New York Stock Exchange, ou, a Bolsa de Nova York). Cada ação valia menos de US$ 1 (atualmente US$ 18). Teve perdas em quatro delas, mais precisamente. Mas conseguiu grandes lucros com as outras, quando elas conseguiram se recuperar durante a Segunda Guerra Mundial. A visão sempre aguçada de Templeton o fez ligar para o seu corretor no dia que a guerra “estourou” instruindo-o a comprar todas as ações negociadas a menos de um dólar. Essa ousadia contribuiu para torná-lo rico.

O que tornou John Templeton bilionário foi seu pioneirismo no gerenciamento de fundos mútuos, que são fundos de investimentos abertos, geridos profissionalmente e que investem o dinheiro de muitos investidores na compra de títulos. Em 1954 fundou o Templeton Growth Fund, localizado em Nassau nas Bahamas. Esse fundo tornou-se o mais rentável dos Estados Unidos por mais de 20 anos. Ao tentarmos achar as razões para o seu sucesso, encontramos no topo da lista a sua capacidade para descobrir oportunidades antes da multidão como, por exemplo, o Japão no início da década de 60 e os imóveis canadianos na década de 70. Em 1959 administrava cinco fundos, movimentando mais de US$ 66 milhões. Em 1999 vendeu a “família” de Fundos Templeton para o Franklin Group.

John Templeton era declaradamente fã da análise fundamentalista, que é a análise da situação financeira, econômica e mercadológica de uma empresa, um setor ou dado econômico, uma commodity ou uma moeda e suas expectativas e projeções para o futuro.Ele preteria a análise técnica, que é uma ferramenta utilizada tanto por especuladores profissionais (conhecidos como traders, operadores ou negociantes de mercado institucionais), como por amadores para análise do movimento de preço de alguns ativos financeiros (principalmente ações de boa liquidez), com base na oferta e procura destes ativos financeiros com o objetivo de lucrar através da identificação dos melhores pontos possíveis de entrada e saída em negociações de compra ou venda dos mesmos.

John renunciou à sua cidadania Americana em 1968 para deixar de pagar os impostos americanos. Adotou dupla nacionalidade: Bahamiana e Britânica. Sir John reverenciava a frugalidade e tinha horror à dívida. Seus pais, no interior do Tennessee, lhe ensinaram isso tão bem que em sua casa de colunas brancas nas Bahamas, com vista para o campo de golfe, ele ainda cortava papel de computador para fazer cadernos. Mas ele fazia uma exceção para o amor, que precisava de gastos. Você poderia doar dinheiro demais e terras demais, disse Sir John, mas nunca amor demais, e o real retorno é imediato: mais amor. Em 1972, ele estabeleceu o maior prêmio anual do mundo concedido a um indivíduo, o Prêmio Templeton, que honra uma pessoa viva que tenha contribuído excepcionalmente a fim de afirmar a dimensão espiritual da vida. Seu valor monetário, atualmente em £1.000,000, sempre excede o valor dos Prêmios Nobel, o que foi a maneira de Templeton ressaltar sua crença de que os avanços no domínio espiritual não são menos importantes do que aqueles em outras áreas do empreendimento humano. 

Em 1987 criou a Fundação John Templeton, tendo sido condecorado nesse mesmo ano, como Knight Bachelor (Cavaleiro) pela Rainha Elizabeth II, por suas muitas realizações filantrópicas.

Certa vez ele disse a um entrevistador: “eu cresci como presbiteriano. Os presbiterianos pensavam que os metodistas estavam errados. Os católicos pensavam que todos os protestantes estavam errados. Os judeus pensavam que os cristãos estavam errados. Então, o que estou financiando é a humildade. Eu quero que as pessoas percebam que não se deve pensar que se sabe tudo.” Ele esperava que a Fundação John Templeton se afastasse de qualquer consideração dogmática ou crença religiosa pessoal para procurar beneficiários que fossem “inovadores, criativos, entusiasmados e abertos à concorrência e a novas ideias” na sua abordagem às Grandes Perguntas.  

As ideias progressistas de Sir John sobre finanças, espiritualidade e ciência fizeram dele uma voz distinta em todos esses campos. “Raramente um conservador se torna um herói da história”, ele observou em seu livro de 1981, The Humble Approach (livro sem tradução para o português), um dos mais de uma dúzia de livros que ele escreveu ou editou.

Seus feitos em finanças foram acompanhados por sinais da visão mais ampla que John Templeton tinha da vida – um profundo respeito pelo aprendizado, uma crença na centralidade da vida espiritual e um propósito maior do que o mero lucro por si só. A seguir elegemos algumas frases que traduzem um pouco essa visão.

“Aqueles que gastam demais acabarão por pertencer a quem é econômico.”

“Quão pouco sabemos, quão ansiosos por aprender. Faça sua lição de casa ou contrate especialistas sábios para ajudá-lo. Nunca entre em um negócio que você não tem ideia.”

“Se quiser ter uma performance melhor que a do mercado, precisa fazer as coisas diferentes do que o mercado.”

“Os mercados de alta nascem no pessimismo, crescem no ceticismo, amadurecem no otimismo e morrem por euforia.”

“O momento de máximo pessimismo é o melhor para comprar, e o momento de máximo otimismo é o melhor para vender.”

“É apenas entendendo a emoção dos outros que um investidor tem a chance de produzir resultados superiores”.

“É através dos difíceis e dos bons momentos que conseguimos expandir o conhecimento, que nos ajuda a enfrentar o futuro com os braços, mentes e corações abertos.”

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